Sobre o pico
A Escolinha é o trecho da Praia D'Ulé em frente à entrada principal da orla, em Guarapari, no litoral sul do Espírito Santo. É o pico mais frequentado da praia e o que concentra as escolas de surf: o nome vem exatamente daí, da tradição de gente aprendendo a ficar em pé na prancha neste pedaço de areia.
O fundo é de areia em toda a extensão, o que produz ondas de direita e de esquerda com arrebentação suave e paredes longas. Em dias pequenos a onda quebra devagar e deixa tempo para remar, ficar em pé e escolher a linha; em dias médios ela ganha parede e passa a servir bem quem já surfa. Por isso é o pico que mais recebe gente de níveis diferentes ao mesmo tempo.
Como ler esta câmera
A câmera da Escolinha está posicionada para cobrir toda a extensão do pico, da areia até a zona de arrebentação. O primeiro ponto a observar é a linha de arrebentação: se as ondas quebram em uma faixa estreita e regular, o banco de areia está bem formado; se quebram em vários pontos ao mesmo tempo e a espuma se espalha sem ordem, o mar está bagunçado e a onda vai fechar.
O vento aparece na textura da água. Superfície lisa e brilhante, com a espuma voando para trás no momento da quebra, é terral (nordeste) e sinal de mar limpo. Água riscada, com marolas cruzando a face da onda e a espuma sendo empurrada para a frente, é a viração de sudeste chegando: o mar tende a piorar na hora seguinte.
A maré se lê pela faixa de areia. Muita areia seca exposta entre o mar e a orla indica maré baixa, e a onda da Escolinha tende a quebrar mais rápido e mais perto da areia. Faixa de areia curta, com a água chegando perto da vegetação, indica maré alta: a onda fica mais gorda e lenta. O ponto ideal aqui costuma ser a meia-maré enchendo.
Conte quantas pessoas estão na água antes de sair de casa. Nos fins de semana de verão o lineup enche cedo; se a imagem mostra o pico principal lotado, considere a 1ª Entrada ou o Pico da Belina, que ficam na mesma praia.
Melhores condições
O cenário clássico é ondulação de sul entre 1 m e 1,5 m com vento leve de nordeste, que é terral na Praia D'Ulé. Com isso a onda abre para os dois lados e mantém a parede até perto da areia. Ondulação de sudeste também funciona, principalmente com período acima de 10 segundos.
O melhor horário é a primeira metade da manhã, antes de a viração de sudeste ganhar força. No verão isso significa estar na água por volta das 7h; no inverno o vento costuma segurar mais e há dias inteiros de terral.
Na maré, a meia-maré enchendo é o momento em que a onda combina tamanho e parede. Maré muito baixa deixa a quebra mais forte e mais perto da areia, o que não é ideal para quem está aprendendo.
Época do ano
A Escolinha funciona o ano inteiro, mas o caráter muda. De dezembro a fevereiro predomina ondulação de leste, pequena, com o lineup cheio de turistas e a viração de sudeste chegando por volta das 10h: é a temporada das aulas e das primeiras ondas. De março a maio os swells de sul chegam com mais frequência e o vento fica mais calmo, a melhor combinação do ano para quem já surfa.
No inverno (junho a agosto) os swells de sul podem passar de 1,5 m; a Escolinha segura bem até uns 2 m, mas em mar maior a arrebentação vira uma parede de espuma difícil de atravessar para iniciantes. Na primavera o tamanho volta ao médio e o pico vira de novo a melhor opção para quem está evoluindo.
Acesso, estacionamento e estrutura
O acesso é pela entrada principal da Praia D'Ulé, a partir da Rodovia do Sol (ES-060), no litoral sul de Guarapari. Há estacionamento na orla, em frente ao pico; nos fins de semana de temporada ele lota cedo, e quem chega depois estaciona ao longo da via de acesso.
A orla tem quiosques e é onde ficam as escolas de surf, o que facilita para quem vem sem equipamento. A Padaria D'ucau, parceira do OndasOnline, fica perto da praia e é o ponto de café dos surfistas antes da sessão.
Segurança e etiqueta neste pico
Por ser o pico com mais gente e mais iniciantes, a regra de ouro na Escolinha é não largar a prancha: use leash e, ao passar a arrebentação, segure a prancha em vez de soltá-la e mergulhar.
As aulas costumam ocupar a parte interna, onde a onda já quebrou; quem surfa a onda inteira deve evitar descer na direção das turmas. A preferência é de quem está mais perto do pico; em dia de muita gente, alterne as ondas com quem está ao seu lado em vez de disputar cada série.
Correntes de retorno aparecem entre os bancos de areia, na água mais escura e sem espuma. Se for puxado para fora, não reme contra: reme paralelo à praia até sair da corrente e depois volte com a espuma. Em dia de mar grande, quem está aprendendo fica na espuma ou fora da água.
Perguntas frequentes
- Qual o nível de surf no pico Escolinha?
- Iniciante a intermediário
- Como são as ondas no Escolinha?
- Ondas longas de direita e esquerda, com frequência regular e arrebentação suave. Fundo de areia permite quedas seguras.
- Quais as melhores condições para surfar no Escolinha?
- Ondulação de sul entre 1 m e 1,5 m com vento leve offshore de nordeste. Funciona melhor no período da manhã, antes da viração sudeste ganhar força.
- Como chegar no pico Escolinha?
- Acesso pela entrada principal da Praia D'Ulé. Estacionamento disponível na orla. A câmera está posicionada para cobrir toda a extensão do pico.
Atualizado em · Escrito pela equipe OndasOnline
